ESPREITAR TODOS – DIÁRIOS 1

Por Sarah Adamopoulos (texto) e Céu Guarda (fotos)

O quotidiano

Havia o quotidiano, ali absorto e sempre igual, ou parecido, ininterruptamente a voltar dia após dia, como um jornal diário que sai todos os dias com as mesmas notícias, independentemente da nossa vontade. Havia o quotidiano com as suas horas ditas de ganhar a vida – como se a vida não a tivéssemos já ganho no dia em que nascemos – em número e em sequências de gestos antecipadamente sabidos. Sinónimo de banal, o quotidiano contém um ingrediente mortal: a platitude. Para escapar-lhe, é preciso fazer qualquer coisa. Sonhar com viagens distantes, e depois realizá-las logo que possível. Ou então conhecer outros – diferentes dos iguais a nós ou parecidos connosco – pois há nessa alteridade uma viagem (até ao outro) que nos arranca ao quotidiano.

Assim sendo, e como fosse preciso fazer qualquer para surpreender o quotidiano, apanhando-o distraído na sua intolerável mesmidade, mudaram-se coisas na cidade – abrindo espaços quotidianamente fechados, como o antigo Palácio do Patriarcado, no Campo Mártires da Pátria, ou o antigo Quartel da GNR, no Largo do Cabeço da Bola. Tudo começa na cidade, criação do espírito humano cuja forma e funções a era pós-industrial tornou necessário repensar. Como sempre na História do Mundo, os artistas antecipam-se e agem, havendo até mesmo quem tenha chegado ao quotidiano acompanhado por um cavalo (!), como aquela mulher um pouco centauro que estávamos à espera de ver no Jardim do Campo Santana.

Mulher com cavalo
Era uma mulher cujo passado ninguém conhecia, vinda sabia-se lá ao certo de onde, que chegava de armas e bagagens e um cavalo (!) e se instalava no meio da cidade – no jardim onde doravante exporia ao nosso voyeurismo os gestos de um quotidiano totalmente insólito, lavando-se, alimentando-se, correndo e até mesmo discutindo com o cavalo. E às seis e meia da tarde, depois de toda a gente os ter visto naqueles preparos ao longo do dia, surpreendendo um quotidiano em que naturalmente não tinham qualquer cabimento, a mulher e o cavalo dançavam juntos no Campo Santana. Talvez não exista uma outra ideia tão improvavelmente poética como a de uma mulher e de um cavalo que existem juntos numa grande cidade ao longo de 24 horas.

Não esqueço que há gente para tudo, tão-pouco que haveria desafios de considerável maior dificuldade para essa dupla agindo sobre a realidade quotidiana da grande cidade que é Lisboa: por exemplo, fazer juntos a travessia do rio, em direcção à sua margem sul, num cacilheiro. Mas realmente não posso esconder o desapontamento que senti quando soube que a performance primitiva (ou coreografia de rua, hesito sobre qual das descrições escolher) da Compagnie Salem Toto, pela dançarina equestre Eva Schakmundès e pelo seu cavalo cujo nome desconheço, não se realizará devido a doença grave do cavalo.

Palácio de TODOS



Oficialmente iniciada no antigo Palácio do Patriarcado, momentaneamente chamado Lugar do TODOS (que nome lindo, de grande objectividade e justeza poéticas, também), a 8.ª edição do Festival TODOS arrancou ontem com a inauguração de um conjunto site-specific de exposições que foram ocupar as salas abandonadas do palácio. De edificação original setecentista, tendo constituído morada do Patriarca de Lisboa D. António Mendes Belo (o antecessor de Cerejeira) depois de em 1913 o Patriarcado ter alugado a parte do edifício que então pertencia à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 1926 a instituição diocesana veio a tomar posse da totalidade do palácio. Apesar da distância temporal que já levam, as grandes obras de beneficiação então levadas a cabo (replicadas, no todo ou em parte, em 1931, 1939, 1948, 1965, 1972 e 1995) explicam o bom estado geral do belo palácio eruditamente barroco.



É nesse lugar que estão as fotografias de Paolo Longo (retratos do quotidiano de desigualdades extremas na China capitalista, entre os quais podemos entrever uma família em cuja casa – hoje equipada com a panóplia habitual de electrodomésticos – havia apenas uma única lâmpada em 2010), de Luís Pavão (retratos de ganhar a posteridade ou de perder a alma, consoante a perspectiva, que inscrevem na memória de Lisboa uma pequenina parte das tantas famílias interculturais que actualmente a habitam), de Maurizio Agostinetto (visões subtis dos corpos dos fazedores do TODOS, nos dias de imaginar o Festival com o espírito enfiado no desejo de surpreender o quotidiano) e ainda de Rosa Reis (aparições únicas do Hospital Miguel Bombarda, por um dos nomes mais significativos da Fotografia portuguesa contemporânea documental e autoral).

Paradise Inc.



Vindos do Lugar do TODOS, atravessando o Jardim de Santana (onde há galos de grande ruralidade que cantam a todas as horas) e passando pelo Paço da Rainha, acede-se ao antigo Quartel do 2.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria, posteriomente afectado à Guarda Nacional Republicana, onde um piquenique é servido todos os dias pelas 20h00. A refeição (de iguarias inacreditáveis e tão boas) é assegurada pela Paradise Inc. (uma empresa que leva de volta a Natureza à boca de cada consumidor), com a colaboração esforçada de um capataz que fala na Língua dos mais capazes capatazes da indústria alimentar Global. Inspirado num quadro tríptico dos comecinhos do século XVI (O Jardim das Delícias Terrenas, do pintor holandês simbolista Hieronymus Bosch), trata-se de um espectáculo de teatro culinário que põe em cena, com recurso a espantosos engenho e arte performáticos, o paraíso e o inferno de um mundo entregue à mais abjecta e vertiginosa depredação humana.



Sarah Adamopoulos e Céu Guarda acompanham o Festival TODOS pela primeira vez e produzirão um diário escrito e fotográfico entre os dias 9 e 12 de Setembro. A abordagem é autoral e pretende documentar, numa perspectiva distanciada e assumindo escolhas, momentos significantes da edição de 2016 da Caminhada de Culturas.

Publicado por Festival TODOS às 09-09-2016 14:55

Labels: ESPREITAR TODOS – DIÁRIOS ESPREITAR TODOS – DIÁRIOS 1 Sarah Adamopoulos Céu Guarda


Programa para hoje

O programa para hoje, 9 de Setembro, arranca às 14h00 e só termina às 23h00. Oferece alternativas para todos os gostos, idades e vontades.

Programação para 9 de SETEMBRO - Sexta-feira

14h00 às 20h00 Sala com Pássaros
leitura / descanso / distracções // Jardim do Campo Santana
14h00 às 20h00 Exposições
fotografia // Antigo Palácio do Patriarcado
14h30 Visita guiada à Academia Militar
16h00 e 17h00 Treinos de Campo
exercício físico // Jardim do Campo Santana
17h30 Visita guiada ao Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses – Núcleo Museológico
18h00 Visita guiada ao Convento da Encarnação
19h00 Cozinhas Paraíso
sabores // Gomes Freire 98
19h30 Gentileza de um Gigante
dança / performance // Academia Militar
20h00 Piknik Horrifik
teatro culinário // Antigo quartel da GNR
21h00 Bobines
novo circo / teatro musical clownesque // Academia Militar
21h30 Ocidente
teatro // Escola Secundária de Camões
21h30 Cozinhas Paraíso
sabores // Gomes Freire 98
23h00 Gentileza de um Gigante
dança / performance // Academia Militar

Publicado por Festival TODOS às 09-09-2016 12:52

Labels: Programação Dia 2


Seniores já viram exposições fotográficas

Três grupos de seniores, num total de 120 pessoas, viram antecipadamente as quatro exposições fotográficas que serão inauguradas hoje às 18h30 e que com o cocktail de comidas do Mundo marcam o arranque da 8ª edição do Festival TODOS.

Envolvidos na actividade praia-campo da Junta de Freguesia de Arroios, estes três grupos tiveram oportunidade de ver as instalações do antigo Palácio do Patriarcado e as exposições de Luís Pavão, Paolo Longo, Maurizio Agostinetto e Rosa Reis.

Publicado por Festival TODOS às 08-09-2016 15:55

Labels: Exposições Fotografia Maurizio Agostinetto Rosa Reis Luís Pavão Paolo Longo Antigo Palácio do Patriarcado Seniores Junta de Freguesia de Arroios


O TODOS já começou para as escolas

Através da Oficina de Penas, uma actividade da SALA COM PÁSSAROS, o Festival TODOS começou mais cedo, logo pela manhã, para dezenas de miúdos das escolas, que, distribuídos por três sessões, experimentam a sensação de criar com penas de pássaros.


Hoje, estiveram de volta de capas de livros e de folhas de papel alunos das escolas EB1 Lisboa, EB1 Sampaio Garrido, Fundação D. Pedro IV e EB1 S. José. Amanhã, ainda haverá oportunidade para os miúdos do Jardim de Infância da Pena e do Jardim de Infância dos Anjos experimentarem a oficina orientado por Mina Anguelova.

SALA COM PÁSSAROS
9, 10 e 11 SET – 14h00 às 20h00
Um espaço debaixo das árvores para descansar, ler livros de viagens, tomar notas pessoais e descobrir jogos do mundo. Uma sala para repousar na relva e ouvir os risos das crianças a brincar com as penas que se soltaram dos pássaros, voando para dentro de cadernos.

10 e 11 Set | 15h30 às 18h30
Oficina de Penas com Mina Anguelova Bulgária
Mina Anguelova vai pintar capas de livros com penas dos pássaros do Jardim do Campo dos Mártires da Pátria.

Publicado por Festival TODOS às 08-09-2016 12:09

Labels: Sala com Pássaros Oficina das Penas Escolas Mina Anguelova Jardim do Campo dos Mártires da Pátria Jardim do Campo Santana


Fotografia, teatro e música a abrir o TODOS 2016

Amanhã, quinta-feira, dia 8, é dia de inauguração: às 18h30 é servido um cocktail de comidas do Mundo e abre-se o pano de quatro exposições fotográficas que ficarão patentes no antigo Palácio do Patriarcado até ao final da 8ª edição do Festival TODOS (11 de Setembro). Mas o primeiro dia também tem teatro, teatro culinário e música.

Fotografia
Curadoria: Maurizio Agostinetto e Giacomo Scalisi, com a colaboração de Carina Martins
8 SET – 18h30 Inauguração acompanhada de cocktail de sabores do mundo
9, 10 e 11 SET – 14h00 às 20h00
Antigo Palácio do Patriarcado – Campo Mártires da Pátria, nº45

O Teatro Quotidiano na China
Paolo Longo
ITÁLIA
Uma “viagem do coração” feita pela vida quotidiana do povo chinês no momento em que se deu o “boom” económico e a grande transformação social e cultural da China.
Em colaboração com Istituto Italiano di Cultura


Os nossos corpos leves como fotografias
Maurizio Agostinetto
ITÁLIA
Enquanto o Festival se prepara no espaço imaginário da sua realização, momentos aparentemente insignificantes fazem também parte do tecer da sua história.
Em colaboração com Istituto Italiano di Cultura


TODOS POR janelas de vida
Rosa Reis
PORTUGAL
O quotidiano nem sempre é transparente. Por vezes, mesmo a preto e branco, ganha o sabor da festa.


Retratos de famílias
Luís Pavão
PORTUGAL
O retrato é para uns muito significativo na preservação da memória identitária e para outros um momento em que se pode perder a alma… Estes retratos de famílias chinesas e de famílias interculturais mostram como Lisboa é hoje um dos espaços urbanos mais cosmopolitas do mundo. Uma cidade cheia de cor e contradições. De diversidade e de união.
Uma família é sempre uma família, com tudo o que ela contém. Estejamos onde estivermos. O nascimento, a identidade, o clã, as várias fases da vida, o prenúncio subtil do seu fim.


Teatro Culinário
PIKNIK HORRIFIK 
Laika
BÉLGICA
8, 9, 10 e 11 SET – 20h00
[duração 90min] M/6
Antigo quartel da GNR – Largo Cabeço da Bola

Super produção a partir do misterioso quadro “O Jardim das Delícias Terrenas”, de Hieronymus Bosch. Um espaço desolado transforma-se em lugar de êxtase, onde o espectador é tentado por prazeres celestiais e exuberantes. Uma paródia muito séria sobre produção, consumo, desperdício, e a decadente superabundância das sociedades ocidentais.

Terrifying, mysterious and yet irresistibly beautiful, Hieronymus Bosch’s 'The Garden of Earthly Delights’, is the starting point of this great culinary theatre production: a nightmarish vision designed to encourage man to lead a virtuous life. The renowned Belgian company Laika transforms a desolate spot into one of supreme bliss where the spectator is tempted by heavenly pleasures. A very serious parody about production, consumption and waste, and the decadent superabundance that characterizes modern-day Western society.

Conceito: Peter De Bie, Bruno Herzeele & Elke Thuy, Michiel Soete
De e com: Alain Rinckhout, Anton Van Haver, Arnout Vandamme, Bram Smeyers, Britt De Jonghe, Bruno Herzeele, Célia Fechas, Elke Thuy, Jo Roets, Marlies Jacques, Michiel Soete, Mieke Versyp, Peter De Bie, Pieter Smet, Piet Van Deun, Rik Van Gysegem, Sara Dykmans, Silke Melis

Voluntários para popular o Céu e o Inferno: Alice Duarte, Beatriz Dias, Gonçalo Pinela, Gustavo Rebelo, Juliana Fernandes, Margarida Garcez, Maria Luís Cardoso, Matilde Tudela, Patrícia Gomes, Susana Mendonça

Laika em coprodução com: Le Volcan, scène nationale du Havre, Theaterfestival Boulevard/Jheronimus Bosch 500's, Hertogenbosch et Cultura Nova, Heerlen
Em colaboração com a Escola de Hotelaria de Lisboa

NOTA: Participação limitada a 160 pessoas por sessão. Participação mediante reserva para festival.todos.reservas@gmail.com (válida se na reserva for incluído um número de telefone) – ou, em alternativa, através do nosso número de telefone 968 911 880. 
Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 reservas/senhas por pessoa.


Teatro
Ocidente
Victor Hugo Pontes
Portugal
8, 10 e 11 SET – 21h00 | 9 SET – 21h30
[duração 60min] M/16
Escola Secundária de Camões – Praça José Fontana / Rua Eng. Vieira da Silva
A partir da peça homónima do dramaturgo francês Rémi De Vos, Ocidente disseca até ao osso a célula matricial da nossa sociedade – o casal, a família –, tomada como um microcosmos do “ocidente”. Misérias humanas, devaneios do quotidiano, esperanças perdidas: uma batalha de vida e morte entre dois seres entrincheirados que revelam uma necessidade absoluta, quase animal, de triunfar sobre o outro.

A couple’s downfall as a microcosms of what we designate as west. Human miseries, daily reveries, lost hopes: a battle of life and death between two entrenched beings, who reveal an absolute and nearly animal need to triumph over one another. [spoken in Portuguese]

Ocidente, peça do dramaturgo francês Rémi De Vos, disseca até ao osso o drama de um casal em desagregação. Concentrando-se na célula matricial da nossa sociedade – o casal, a família –, e tomando-a como um microcosmos daquilo que nos habituámos a designar por “Ocidente”, este texto evoca pequenas misérias humanas, devaneios do quotidiano, esperanças perdidas. Victor Hugo Pontes encena aqui uma batalha de vida e morte entre dois seres perdidos e entrincheirados, que revelam uma necessidade absoluta, quase animal, de triunfar sobre o outro. Maria do Céu Ribeiro e Pedro Frias dão corpo e voz à arte do diálogo de Rémi De Vos, mecânica de uma precisão implacável, onde nem sequer o riso (nervoso, irónico) falta. Ocidente proporciona a Victor Hugo Pontes uma oportunidade para se centrar no trabalho de ator e investir na pesquisa sobre a palavra e a sua tantas vezes perturbadora força emocional.

OCIDENTE de Rémi De Vos
Tradução: Regina Guimarães
Encenação: Victor Hugo Pontes
Cenografia: F. Ribeiro
Desenho de luz: Wilma Moutinho
Operação de luz: Alexandre Vieira
Desenho de som: Luís Aly
Piano: Pedro Frias
Interpretação: Maria do Céu Ribeiro, Pedro Frias
Produção: Nome Próprio
Produção executiva: Joana Ventura
Co-produção: Ao Cabo Teatro, As Boas Raparigas, Centro Cultural Vila Flor
Apoio Residência Artística: O Espaço do Tempo
Projecto financiando pela Secretaria de Estado da Cultura – Direcção Geral Das Artes

NOTA: Participação limitada a 140 pessoas. Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 senhas por pessoa.


Música
Latinidade
Orquestra Transcultural Lisboeta
ARGENTINA / BRASIL / ESPANHA / GRÉCIA / ITÁLIA / PORTUGAL
8 SET – 22h30 [duração 80min] M/6
Jardim do Torel – Rua Júlio de Andrade
Na Lisboa multicultural nasce a Orquestra Latinidade, onde as culturas não são somente postas uma ao lado da outra, mas coexistem, influenciam-se com os seus sotaques e dão origem a uma nova linguagem.

Alberto Bucucci: acordeão
Diogo Duque: trompete
Diogo Picão: saxofone
Francesco Valenti: baixo
Gustavo Roriz: viola caipira
Mili Vizcaíno Jaén: voz
Nicolás Farruggia: voz e violão
Timoteo Grignani: percussão
Entidade promotora: LARGO Residências


Publicado por Festival TODOS às 07-09-2016 17:16

Labels: Fotografia Rosa Reis Maurizio Agostinetto Luís Pavão Paolo Longo Giacomo Scalisi Carina Martins Teatro Teatro culinário Piknik Horrifik Antigo Palácio do Patriarcado Antigo quartel da GNR Companhia Laika Ocidente Victor Hugo Pontes


Quem cede à gula de Piknik Horrifik?

A Companhia Laika intima os espectadores a comparecerem a um grande espectáculo de teatro culinário. Mas não é só o que vem no prato que vai mexer com os sentidos: convocando Bosch para o palco, entre o paraíso e o inferno vão-se questionar alguns dos pilares em que assenta a civilização Ocidental.

Teatro Culinário
PIKNIK HORRIFIK 
Laika
BÉLGICA
8, 9, 10 e 11 SET – 20h00
[duração 90min] M/6
Antigo quartel da GNR – Largo Cabeço da Bola

Super produção a partir do misterioso quadro “O Jardim das Delícias Terrenas”, de Hieronymus Bosch. Um espaço desolado transforma-se em lugar de êxtase, onde o espectador é tentado por prazeres celestiais e exuberantes. Uma paródia muito séria sobre produção, consumo, desperdício, e a decadente superabundância das sociedades ocidentais.

Terrifying, mysterious and yet irresistibly beautiful, Hieronymus Bosch’s 'The Garden of Earthly Delights’, is the starting point of this great culinary theatre production: a nightmarish vision designed to encourage man to lead a virtuous life. The renowned Belgian company Laika transforms a desolate spot into one of supreme bliss where the spectator is tempted by heavenly pleasures. A very serious parody about production, consumption and waste, and the decadent superabundance that characterizes modern-day Western society.

Conceito: Peter De Bie, Bruno Herzeele & Elke Thuy, Michiel Soete
De e com: Alain Rinckhout, Anton Van Haver, Arnout Vandamme, Bram Smeyers, Britt De Jonghe, Bruno Herzeele, Célia Fechas, Elke Thuy, Jo Roets, Marlies Jacques, Michiel Soete, Mieke Versyp, Peter De Bie, Pieter Smet, Piet Van Deun, Rik Van Gysegem, Sara Dykmans, Silke Melis

Voluntários para popular o Céu e o Inferno: Alice Duarte, Beatriz Dias, Gonçalo Pinela, Gustavo Rebelo, Juliana Fernandes, Margarida Garcez, Maria Luís Cardoso, Matilde Tudela, Patrícia Gomes, Susana Mendonça

Laika em coprodução com: Le Volcan, scène nationale du Havre, Theaterfestival Boulevard/Jheronimus Bosch 500's, Hertogenbosch et Cultura Nova, Heerlen
Em colaboração com a Escola de Hotelaria de Lisboa

NOTA: Participação limitada a 160 pessoas por sessão. Participação mediante reserva para festival.todos.reservas@gmail.com (válida se na reserva for incluído um número de telefone) – ou, em alternativa, através do nosso número de telefone 968 911 880. 
Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 reservas/senhas por pessoa.

Publicado por Festival TODOS às 07-09-2016 11:27

Labels: Teatro Teatro culinário Piknik Horrifik Companhia Laika Antigo quartel da GNR


Visitas guiadas: quinta e sexta-feira entusiasmantes

Na quinta e sexta-feira fica-se logo com uma ideia da forte resposta do Festival TODOS ao enorme entusiasmo com que o público afluiu às visitas oferecidas na edição anterior - há um programa mais completo e que se estende à História, à Sociologia e à Arquitetura.

Haverá oportunidade de rever alguns lugares marcantes da História da Colina, como o Convento da Encarnação e a Academia Militar; mas também novos pontos notáveis a descobrir passeando, como o Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (e o seu Núcleo Museológico).

ACADEMIA MILITAR 
Coronel Victor Lourenço
9 SET – 14h30 [duração 90min]
Paço da Rainha
Uma viagem ao passado para conhecer o Paço da Rainha D. Catarina de Bragança, viúva do rei Carlos II de Inglaterra e grande fundadora da tradição do chá em Portugal, bem como a atual Academia Militar e magníficos espaços que se sucederam em usos ao longo da história: o Salão Nobre, Sala do Conselho, Museu Militar, Biblioteca e Capela Real, reconhecida pelo sumptuoso trabalho barroco de talha em madeira. No final da visita, será servido um Earl Grey para percorrer os aromas de Ceilão que povoam Lisboa.

A trip to the past to the famous Paço da Rainha, former home to Queen Catarina de Bragança, widower to Charles the 2nd of England, great founder of the tea tradition in Portugal. Being the military academy at present times we will visit its magnificent spaces that had multiple uses over the years: the Noblemen Room, the Council Room, the Military Museum, the Library and the Royal Chapel, known for its baroque wood work. At the end we will serve an Earl Grey to let the air of Ceilan nourish our senses.

NOTA: Participação limitada a 25 pessoas. Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 senhas por pessoa.

INSTITUTO NACIONAL DE MEDICINA LEGAL E CIÊNCIAS FORENSES - NÚCLEO MUSEOLÓGICO 
Manuela Marques
9 SET – 17h30
[duração 30min]
Rua Manuel Bento de Sousa, nº3
Uma cadeira, uma tesoura, uma nota de quinhentos escudos, o desenho de um índio, são alguns dos objetos que se podem encontrar no núcleo museológico da delegação do sul do inmlcf, ip, inaugurado em 2004.  As histórias que envolvem estes objetos e a medicina legal são o ponto de partida para a visita guiada a decorrer neste espaço e integrada no festival todos.

NOTA: Participação limitada a 20 pessoas. Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 senhas por pessoa.

CONVENTO DA ENCARNAÇÃO DA ORDEM DE AVIS
André Silva (historiador)
9 e 11 SET  – 18h00
[duração 60min]
Largo do Convento da Encarnação
Em 1577, morria a Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, a “sempre noiva”. Deixou como vontade a construção de um convento feminino, beneditino, dedicado à Encarnação. No entanto, a Batalha de Alcácer-Quibir e a Dinastia Filipina atrasam a sua construção até ao século XVII. O convento é entregue à Ordem de Avis, tendo sido habitado  por senhoras de alta linhagem, familiares dos cavaleiros da ordem. 

The Convent is connected with princess D. Maria, daughter of D. Manuel I, who died in 1577, known as “forever bride”. Her wish was that a female convent was to be constructed, dedicated to the holy incarnation. The battle of Alcácer-Quibir and the dynasty of Filipes (Spanish kings) withheld this wish until the seventeenth century. The convent would be given to Ordem de Avis and inhabited by noble ladies, relatives of these noble and war men.

NOTA: Participação limitada a 30 pessoas. Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 senhas por pessoa.

Publicado por Festival TODOS às 06-09-2016 16:39

Labels: VISITAS GUIADAS ACADEMIA MILITAR Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses - Núcleo Museológico Convento da Encarnação da Ordem de Avis


Acordeões animam enfermarias do Hospital dos Capuchos

Michel e Rini Luyks vão animar as enfermarias do Hospital dos Capuchos no domingo a partir das 13h00 com os seus acordeões. Os músicos vão levar uma mensagem de esperança aos doentes no dia em que a Capela do hospital recebe o concerto dos Violons Barbares (Saulem'ai Tour, 18h00 - entrada livre).

A organização do Festival TODOS esteve hoje no Hospital dos Capuchos a divulgar estas iniciativas junto dos pacientes e dos profissionais que ali trabalham.

Publicado por Festival TODOS às 06-09-2016 15:07

Labels: música Acordeões Michel Rini Luyks Hospital dos Capuchos


Os mistérios fotografados por Duarte Belo

Esta mostra de cinco fotografias apresentadas em grande formato integra por um período a paisagem urbana da cidade e desponta a curiosidade sobre este território, ainda misterioso para muitos lisboetas.

Fotografia de Arquitetura
Os conventos/hospitais da Colina de Santana
Duarte Belo PORTUGAL
Em permanência
Jardim do Torel – Passeio do Torel
Partindo de um extenso espólio de fotografias documentais sobre o património edificado dos Hospitais da Colina de Santana, antigos conventos, esta mostra de cinco fotografias apresentadas em grande formato, integra por um período a paisagem urbana da cidade e desponta a curiosidade sobre este território, ainda misterioso para muitos lisboetas.

Publicado por Festival TODOS às 06-09-2016 12:51

Labels: Fotografia Fotografia de arquitetura os conventos/hospitais da Colina de Santana Duarte Belo Jardim do Torel - Passeio do Torel


O círculo da memória ao vivo de dois clowns

O humor e a música são as duas constantes neste espectáculo. Estes dois clowns exploram a memória através do vídeo para explorar o que somos e como queremos mostrar-nos com muitas peripécias pelo meio.

Novo Circo / Teatro Musical Clownesque
BOBINES
L’Attraction Céleste FRANÇA
9 SET – 21h00 | 10 SET – 20h30 | 11 SET – 17h00 
[duração 60min] M/8
Academia Militar – Rua Gomes Freire

Bibeu e Humphrey, dois clown músicos, querem partilhar vídeos da sua vida clownesca com o público, sentado em círculo. Memórias, testemunhos, imagens recolhidas ou fabricadas no local e em direto: a dupla experimenta através de objectos visuais poéticos a relação entre o que somos e como queremos mostrar-nos. Momentos cheios de humor e de peripécias, com a música sempre presente.

Bibeu and Humphrey want to share their life experiences. Memories, testimonies and images are collected and deviced live and on spot: the couple essays through poetical visual objects the relation between what we are and how we want to be displayed.

Criação e Interpretação: Servane Guittier e Antoine Manceau

NOTA: Participação limitada a 200 pessoas por sessão. Levantamento de senha no local, 1h00 antes do início do evento. Máximo de 2 senhas por pessoa.

Publicado por Festival TODOS às 06-09-2016 10:57

Labels: Novo Circo Teatro Musical Clownesque Bobines L’Attraction Céleste ACADEMIA MILITAR Servane Guittier Antoine Manceau


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